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Breves notas

Nota 1. A elevada abstenção verificada e o carácter não vinculativo do referendo, mostram que teve grande efeito junto do eleitorado, a estratégia vergonhosa e repleta de falsidade, usada pelos movimentos do «Não» particularmente nas últimas duas semanas. E atendendo à forma como o «Não» se comportou neste referendo, manteve-se depois do resultado a negativa coerência, ou seja, não sabendo perder, insistindo nos falsos triunfalismos e persistindo nas "máscaras" e na confusão! Exige-se um "lavar de face", a bem do debate democrático, que se vai seguir em sede própria e com objectivos legais claros e não fantasiosos.

Nota 2. Entre os que votaram, a vitória do «Sim» foi inequívoca e mostra que a escolha dos portugueses é clara. Espera-se agora nova luta política e espera-se que mesmo ante o debate na assembleia da república, todos os cidadãos, e não apenas os que foram intervenientes directa ou indirectamente na campanha que termina com este referendo, uma atenção redobrada, e um sentido de exigência sempre presente, para que se cumpra a vontade expressa pela maioria dos que se pronunciaram pelo voto no dia de hoje.
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Terça-feira, 13 Fevereiro, 2007

Mais uma vez o país dividido!
O Norte e o interior estão, à mercê dos dogmas da igreja.
Um povo culturalmente mais pobre, devido a uma política (dos sucessivos governos) de desinteresse, a uma cada vez maior desertificação, em suma ao abandono politico, económico e social, cada vez maior.

Na semana passada na Antena 2 (Drª Maio) perguntava, o que pensavam do Inquérito Social Europeu. Segundo tinham apurado Portugal era um país onde: 96% eram católicos – perto de 40% não tinham interesse pela política. Então a pergunta era: -“Qual o grau de satisfação que temos no computo geral, perante a vida?” Atribuindo uma escala, 1 a 10.
Depois de vários ouvintes terem dito que, estavam satisfeitos! Não tinham emprego, estavam preocupados com as taxas de juro, lamentavam-se por não ter dinheiro, nem para os medicamentos, nem para a comida, nem para o dia a dia, «mas graças a deus, vamos vivendo» (a maioria atribuía 6 ou 7!!!).
Alguém do outro lado da linha se insurgiu!
Falou pausadamente, com um sentimento de revolta mas “confiança no futuro, através da determinação e da luta”
«…Então como é possível, estarmos numa situação tão precária, com 100 000 casas retiradas pelos bancos por falta de pagamento, a saúde cada vez mais precária, Urgência Hospitalares, maternidades, escolas encerram, o desemprego é um flagelo, jovens licenciados desempregados, tudo isto devido a uma política neoliberal imposta pelo governo…. » e muito mais disse, falou da IVG, dos idosos, da crianças, da fome».
Era o Pedro Namora, o único que colocou “o dedo na ferida”, foi um momento de grande lucidez e esclarecimento. Gostei de o ouvir.
Por vezes digo; só os comunistas se preocupam e lutam pelo povo deste país?
Será que só os comunistas têm ideias, pensam e não se deixam manipular?
Depois vemos abstenção, muitos milhares de votos no Não, porque têm medo votar SIM!
Contudo, o voto expresso no SIM foi, incontestável. Foi uma vitória para a Democracia.
Ao fim de 67 anos da Tese de doutoramento de Álvaro Cunhal, confirma-se, Vale a Pena Lutar!

GR    



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