Esconder o possível
Voltemos ao comício em que a candidatura de Jerónomo de Sousa esgotou a lotação da maior sala de espectáculos do país, tendo ainda ficado no exterior cerca de 4000 pessoas que ficaram até ao fim. Não é um facto muito comum e os mais ingénuos de nós perguntar-se-ão porque é que a comunicação social e sobretudo as televisões não só não n0s ajudam a compreender o acontecimento, como antes procuram escondê-lo de várias formas e, designadamente, não o entendendo como "facto político". A triste mistura de cegueira e preconceito, de fidelidade aos valores, interesses e 0s desejos de quem manda, e a auto-censura para a qual muitos jornalistas têm vindo a ser empurrados, é um factor que perigosamente sabota, desfigura e degrada a democracia.
Revela o trabalho da manipulação e é uma manifestação de arrogância e de intolerável desprezo em relação àqueles milhares e milhares de portuguesas e portugueses que reconhcem naquele candidato, Jerónimo de Sousa, e no principal partido que o apoia, o PCP, não apenas um representante e uma organização fiel à delegação da vontade popular; mas alguém que vem de entre eles, que trabalha e luta com eles e cujo horizonte é o da inteira liberdade, da justiça e da emancipação individual e colectiva.
Manuel Gusmão
Revela o trabalho da manipulação e é uma manifestação de arrogância e de intolerável desprezo em relação àqueles milhares e milhares de portuguesas e portugueses que reconhcem naquele candidato, Jerónimo de Sousa, e no principal partido que o apoia, o PCP, não apenas um representante e uma organização fiel à delegação da vontade popular; mas alguém que vem de entre eles, que trabalha e luta com eles e cujo horizonte é o da inteira liberdade, da justiça e da emancipação individual e colectiva.
Manuel Gusmão
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