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A cábula de Cavaco

Questões sobre o PSD, Marques Mendes, Ribeiro e Castro e o outro partido:
Identificar-se como social democrata, sem dizer o que entende como tal. Dizer que a candidatura foi uma decisão pessoal, tomada com a família. Não esquecer de referir ser um candidato supra-partidário e independente.
Questões sobre a interrupção voluntária de gravidez, casamento entre pessoas do mesmo sexo, legalização da prostituição ou privatizações:
Dizer que é competência da Assembleia da República e do Governo. Não emitir opinião, sobre o que pensa em nenhuma circunstância.
Questões tensas do dia, Procurador Geral da República, caso Casa Pia ou venda da EDP:
Referir que não tem todos os dados da questão, que é um candidato à Presidência da República que pensa vencer as eleições e, como tal, só deve emitir opinião após as eleições e deter conhecimento aprofundado do dossier.
Questões sobre opção clubística, local da cidade onde gosta mais de viver ou prato preferido.
Tentar referir todos.
Questões sobre o Governo, Ministros ou José Socrates.
Dizer que quer ser Presidente da República para ajudar o Governo. Referir termo cooperação estratégica, sem explicar melhor.

NOTAS FINAIS:
No caso de algum jornalista mais impertinente lhe pedir para dar uma ideia daquilo que pretende fazer: Responder utilizando termos como Progresso, Desenvolvimento e Prosperidade dizendo-se muito preocupado com o desemprego. Dar exemplos de índices de desenvolvimento, comparar com Espanha, como tem feito. Não dar nenhuma ideia do que pretende fazer.
No caso de aparecer um daqueles jornalistas mais solicito e disponível para o servir sem lhe fazer perguntas:
Falar de economia (mais do que Louçã), do desemprego e dos mais carenciados (mais do que Jerónimo), dos dossiers (que Soares não estuda), do seu percurso académico (que os outros não têm) e dar um ar que tem cultura de acordo com a definição do Google (que Alegre não conhece). Em "sinal de respeito" nunca referir o nome dos seus adversários.

Também publicado no Cavaco Fora de Belém
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